Resenhas · Travel

Highlights of Zanzibar #part 2

Como prometido, no post anterior sobre esta ilha paradisíaca, hoje trago-vos tudo sobre a nossa visita a Stone Town, passando por uma plantação de especiarias. Passámos este dia com um casal Português, também em Lua de Mel, que conhecemos ainda no Quénia e com que simpatizámos bastante. O guia, contratado na praia, foi impecável e explicou-nos bastante sobre a história local.

Começámos por visitar a Hakuna Matata Spice Farm,  uma pequena plantação de especiarias locais, ao lado de uma escola. Caminhando por pequenos e estreitos caminhos, o que a olhos pouco treinados pareceriam apenas mais umas plantas e árvores, transformavam-se em baunilha, canela, cardamomo e companhia. Foi-nos explicado em detalhe como cada uma crescia e quais os usos, desde culinários a médicos, mais comuns de cada. Entre cheiros e provas a plantas e frutas, acabámos a visita com uma merecida água de côco, acabada de apanhar.

Seguimos viagem até à capital da ilha.

Sendo uma grade produtora de especiarias, incluindo o cravinho, a canela e a pimenta, esta era, obviamente, uma importante base para trocas comerciais – não só de especiarias, mas também de escravos, – entre a Ásia e África. Os portugueses foram os primeiros europeus a ter o controlo de Zanzibar e mantiveram-no durante quase 200 anos, até ter sido conquistado pelo sultanado da Omã e convertido, definitivamente, ao Islamismo.

Construíram um forte no local de uma igreja portuguesa e fundaram a que viria a ser a actual Stone Town.

Deparamo-nos, logo à chegada, com a Casa das Maravilhas (a primeira casa com electricidade na ilha) e o porto com os seus canhões do tempo dos descobrimentos.

Perdemo-nos pelas ruas estreitas da medina, por entre casas antigas e lojas de artesanato.

  Passámos pela casa onde nasceu Freddy Mercury .

E, como não podia deixar de ser, pelos mercados.

Aqui, tem-se a sensação de uma viagem no tempo, a um mundo diferente e exótico. As ruas labirínticas, o burburinho constante, os palácios outrora opulentos, as referências à época da escravatura, a influência indiana nas cores e na decoração das pesadas portas de madeira, o ritmo africano das ruas – tudo se conjuga numa panóplia única e mística.  

O nosso simpático guia levou-nos a almoçar a um restaurante local, onde fizemos a melhor e mais barata refeição de sempre, o Lukmaan. Os sumos naturais eram divinos, mas isso já seria de esperar. Provámos pratos típicos como arroz Bhyriani, camarões em molho de côco e caril e frango indiano. O caril de Polvo foi a melhor coisa que já provei e ando desejosa de experimentar a fazer esta receita – talvez a partilhe, se sair boa!

Toda esta diversidade cultural, banhada por um frondoso mar turquesa e acompanhada sempre do mote Hakuna Matata (sem problemas), faz de Zanzibar um pequeno pedaço do paraíso, merecido de se conhecer.

Asante Sana, Zanzibar!

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