Resenhas · Travel

Postcards from Quenia #2

O primeiro post sobre a nossa viagem foi apenas um cheirinho do início da aventura, que começou verdadeiramente com a chegada ao Lago Nakuru, a 157 km de Nairóbi e perto da cidade de que lhe dá nome, no Rift Valley.

O Lago Nakuru, famoso pela sua antiguidade geológica e sua alcalinidade, tornando-se um refúgio para aves migratórias, especialmente flamingos (as imagens que vimos na zona destas aves aglomeradas são fantásticas mas, infelizmente, não fomos nos meses de excelência para os apanhar – Março a Setembro). É um dos parques Nacionais do Quénia. O Lago Nakuru impressiona pela escura serenidade do seu espelho de água.

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A paisagem é uma espécie de pintura tricolor, com um solo escuro e lamacento, misturado com o verde-amarelado das acácias e um cheiro muito exótico no ar.

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Foi aqui que fizemos o nosso primeiro Game Drive, saindo em busca dos Big Five – os cinco grandes de África – os mais difíceis de caçar: o Leão, o Leopardo, o Rinoceronte, o Javali e o Elefante (o único que não se encontra neste parque).

Curiosamente, segundo o nosso guia, esta designação também se depreende com o valor económico proveniente das peles e dos cornos destes animais. Claro que, nestes parques nacionais, a caça é estritamente proibida e severamente penalizada.

Fomos recebidos logo por dois leões neste dia. São animais de uma imponência fabulosa, opulentes e, ao mesmo tempo, com um ar que dá vontade de fazer festinhas. A cor do seu pêlo camufla-se na perfeição com a vegetação rasteira e seca circundante. Curiosamente, eles não caçam – são as fêmeas que têm esse “dever” – e chegam a dormir 20 horas por dia. Vida chata, a do Simba (swahili para Leão).

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Ainda em Nakuru, terminámos o dia a encontrar uma rinoceronte branca com o seu filhote, que desataram em fuga assim que sentiram a nossa presença. Aparentemente não são fácies de avistar assim tão perto mas nós tivemos sorte, mesmo que por pouco tempo. Achei-os uma doçura.

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No fim, ainda avistámos uma girafa Rothschild ( há quatro sub espécies de girafas!), juntamente com alguns búfalos. Tal como o rinoceronte, esta subespécie de girafa encontra-se também em perigo de extinção.

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O nosso lodge ficava englobado mesmo no meio da reserva, com uma vista soberba para o lago, e com vários babuínos como vizinhos.

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No dia seguinte saímos cedo para o Lago Naivasha, onde fizemos um passeio de barco (uma espécie de canoa), e observámos vários grupos de hipopótamos. São dos animais mais perigosos do mundo e, apesar de parecerem muito serenos a dormir, junto das suas crias, impunham bastante respeito – aquela tonelada de bicho virava o nosso barco num piscar de olhos. Foi uma experiência engraçada e observámos aves lindíssimas neste belo lago de água doce.

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No próximo post irei falar sobre a Reserva de Masai Mara. Como podem ver pela quantidade absurda de fotos fica difícil concentrar tudo num só post (e acreditem, tinha muitas mais para partilhar!).

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Até breve 😉

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