Resenhas · Travel

Postcards from Quenia #3

É verdade: o ano novo começou muito paradinho por estes lados e o frio do mês de Janeiro está a deixar-me ainda com mais nostalgia desta viagem, sendo que tem sido difícil ganhar vontade para terminar estes artigos. Mas não poderia deixar de partilhar a melhor parte da nossa aventura.

Depois de visitar o Rift e os Lagos, seguimos por fim para Masai Mara, tendo esta sido das mais longas e tortuosas viagens de carro, pois a dada altura as estradas deixam de ter asfalto e torna-se bastante sinuosas, até para o Land Cruiser que nos levava.  Este é o mais famoso parque Nacional do país, com 1500 quilómetros quadrados e uma biodiversidade fabulosa.

A origem do nome deve-se  aos habitantes da região, o povo Masai. A palavra Mara, na língua nativa, significa “manchado”, que é como o povo descreve a paisagem da reserva quando é vista de longe, por conta das árvores, sombras das nuvens e da vegetação.

É considerado um dos ecossistemas mais ricos e diversos do mundo e, por isso, um dos melhores lugares do planeta para se fazer um safari game!

Ficámos alojados bem no meio da savana, num Tented  Camp giríssimo onde podíamos ouvir os animais das redondezas, especialmente á noite. A integração destes espaços no meio ambiente é bastante importante nesta região e, todas as construções, são o menos invasivas possível para a paisagem local.

A melhor altura do dia para ver animais é logo pela manhã e, por isso, os dias começavam bem cedo, de modo a tentar encontrar o máximo possível. Sendo que era a época da grande migração, onde os Gnus (Wilderbeasts) transitam de Masai Mara para Serengueti, na vizinha Tanzânia, em busca de alimento, este foi o animal que mais encontrámos, sempre acompanhados por manadas de zebras. Aparentemente, as listras das zebras ajudam os Gnus a protegerem-se das moscas e, por isso, é comum encontrarem-se estes dois animais juntos. Pessoalmente, adorei-os: até porque nunca tinha visto nenhum, quanto mais manadas dignas do filme do Rei Leão!

A grande busca inicia-se pelos Big Five -os cinco mamíferos mais difíceis de serem caçados e, antigamente, com maior valor económico: o Leão, o Leopardo, o Rinoceronte, o Elefante e o Búfalo. Além de conseguirmos ver todos os Big Five, observarmos imensas espécies de antilopes e gazelas, girafas, aves, abutres, hienas (não consigo gostar deste bicho!), javalis selvagens e crocodilos.

Uma das situações que mais me impressionou foi testemunhar esta caçada de um grupo de chitas, No dia seguinte voltamos a encontrá-las a descansar na sombra de uma acácia. A verdadeira lei da sobrevivência.

O pôr-do-sol na savana é maravilhoso e foi um dos mais bonitos que já vi.

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Nós realizámos ainda um passeio de balão, que nos permitiu ver duma perspectiva única a enormidade do que nos rodeava.

Ver estes animais na sua verdadeira essência, no seu meio natural, sem interferência do mundo humano, naquela imensidão que é a savana africana, é algo único e quase indiscritível. Posso dizer que despertou em mim um enorme sentimento de felicidade por o ter presenciado. Esta viagem mudou muito a minha perspectiva sobre a vida animal e a mãe natureza. Não no sentido de passar a respeitar mais: isso sempre o fiz. Mas no sentido de, cada vez mais, querer tentar contribuir, dentro do que me for possível, para a sua preservação e subsistência. Talvez um dia escreva mais a fundo sobre isto.

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Por hoje chega, visto que a quantidade de fotografias é, novamente, absurda!

Bom Domingo e até breve (prometo não demorar tanto desta vez)!

 

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