Resenhas · Travel

Postcards from Quenia #4 The Masais

Como referi no post anterior, a região de Masai Mara no Quénia ( e Serengeti na Tanzânia) é habitada por uma tribo semi nómada, o povo Masai.  É uma das únicas do mundo em que humanos e animais selvagens vivem em uníssono.

Uma das opções,  dentro dos passeios disponíveis,  é a de ir conhecer uma tribo Masai local. Os Masai vivem em plena harmonia com os animais da savana, pastando o seu gado por vezes em territórios menos seguros. Apenas se alimentam de leite, carne e sangue. Vestem-se de cores fortes, sendo que no Quénia impera a cor vermelha, com a qual se distinguem.

Como ornamentos, utilizam colares feitos de contas e miçangas, pelas mulheres da tribo, sendo que cada cor tem uma simbologia. Por exemplo o vermelho, do sangue, representa a força;, o azul o Céu e Deus; o preto a cor da pele e a tolerância; o branco, o leite e a pureza; o laranja, mais usado pelas mulheres significa a hospitalidade.

Fomos recebidos à entrada pelas mulheres, que cantaram algumas canções como boas vindas. Já dentro da Boma, os guerreiros que nos receberam, fizeram demonstrações das danças masai. Uma das características dessas danças é que, nas festas e solenidades da aldeia, eles cantam e saltam: quem saltar mais alto é considerado o mais forte e melhor partido.

A importância de um masai na sua comunidade e a sua classe social está relacionada com a quantidade de vacas que possui. A crença deles é que todas as vacas do mundo lhes pertencem.

A BOMA é rodeada por uma cerca alta feita de arbustos secos todos entrelaçados.

Dentro da Boma, ficam as cabanas (ou “ENKAJI”), construídas com galhos, esterco e barro e, por cima, cobertas com pele de gado para garantir a impermeabilidade.

Cada família  vive numa Enkaji. Tivemos de entrar agachados, pelo pequeno orifício de acesso, tentando abstrair-nos ao máximo do cheiro, das moscas e do calor sufocante.

Foi necessário esperar alguns minutos até que a vista se acostumasse à penumbra do interior. Minúsculas rachas nas “paredes” permitiam que tímidos raios de sol entrassem ali. Com o auxílio dos telmoveis s suas lanternas, sentamo-nos em volta da zona onde fazem a lareira. O nosso guia explicou-nos que a casa estava dividida em dois quartos: num deles, dorme a esposa com os filhos pequenos, no outro dorme o chefe da família.

No final da visita, fomos conduzidos a um terreiro, onde as mulheres expunham os seus artesanatos. Panos masai, colares, pulseiras e outros objetos, bastante coloridos, fazem as delícias dos turistas e ajudam a angariar dinheiro para a escola local.

 

Eu entretive-me a fotografar aquelas pessoas, que têm uma vida tão simples e tão pura, a léguas da nossa civilização industrializada. É uma lufada de ar e uma chapada na cara ao mesmo tempo.

 

 

  

 E pronto, estão quase a terminar os meus posts sobre o Quénia. Espero que desse lado tenham gostado de os ler tanto quanto eu gostei de os escrever para vocês 🙂

Um Bom resto de Domingo a todos!

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