Resenhas · Travel

Roman Family Weekend #1

Parece que foi ontem, mas já fez duas semanas que fomos passar um fim-de-semana (prolongado no UK!) a Roma.

O plano foi giro: nós voámos de Manchester, a restante família voou de Lisboa, e encontrarmo-nos todos em Roma para três dias de muita caminhada.

A primeira noite ficou marcada por um jantar dumas pizzas fantásticas ( restaurante Alle Carrette ) com mais duas pessoas da família, que se encontravam na cidade pela última noite.

A noite ficou tão divertida que nos esquecemos que, por virmos em voos diferentes, nós os dois ainda tínhamos um check in para fazer (e uma mala para deixar). Como tínhamos marcado um pequeno B&B, que tinha horário limite para entrada, acabámos por não o conseguir fazer. Por sorte, o quarto dos meus sogros lá tinha uma cama extra, onde nos apertámos, no meio de muita risota, para (tentar) dormir alguma coisa.

Escusado será dizer que o dia seguinte começou bem cedo ( e com o check in feito!), lá fomos em direção ao centro da Cidade, depois de um merecido cappuccino!

Como estávamos na zona norte, perto da estação de Termini, optámos por explorar a cidade a pé, enquanto o tempo permitisse. Seguimos até à Vie della Quatro Fontane (um cruzamento único, com quatro fontes, onde figuram o rio Tibre, o rio Arno, a deusa Diana e a deusa Juno).

Antes mesmo de chegarmos ao primeiro destino, deparámo-nos com uma pequena Igreja – Sant’Andra al Quirinale – totalmente vazia. A sua beleza era sublime, com uma arquitetura octogona, adornada por uma cúpula do famoso génio do Barroco Bernini, e uma das mais belas Sacristias da cidade (pagámos €2 para entrar na Sacristia).

Logo esta primeira descoberta deixou antever um pouco daquilo que nos esperava para esses dias: um rol de locais magníficos, mais ou menos famosos, visitados com um propósito ou por obra do acaso, repletos de história, de arte. Roma é um poço disso mesmo, por cada canto que se tropece.

Continuámos pela rua principal, chegando ao Palazzo Quirinale, situado na colina homónima, onde se encontra a atual residência do Presidente da Republica Italiana.

Descemos pela escadaria do lado direito, em direção à Fonte de Trevi, uma das mais famosas atrações da cidade. É uma fonte ímpar, que se encontra numa das fachadas do Palazzo Poli, com uma estátua de Neptuno no seu centro e dois cavalos, um calmo e um selvagem, representando os estados do mar. Reza a lenda que, quem atirar uma moeda de costas e acertar na água regressará a Roma – já o fiz, e já regressei. Agora é esperar pela terceira visita!

Daqui, fomos até à também conhecida Piazza de Spagna, pelas suas enormes escadarias que levam a Trinita dei Monti. Como o tempo não estava favorável, deixámos a subida para uma outra hipotética viagem.

Fomos à Piazza del Popolo, uma das mais importantes da cidade, rodeada por duas igrejas gémeas -Santa Maria Montesanto e Santa Maria dei Miracoli – e pela Basílica Santa Maria del Popolo, onde se encontra a obra de Caravaggio da Crocifissione di San Pietro. Se, como alguns de nós, gostarem de Dan Brown, podem ver na Capela Chigi as referências do livro Anjos e Demónios. No centro da praça está o Obelisco Flaminio, o mais antigo e o segundo maior de Roma.

Regressámos pelo Mausoleo Augusto, para passar o Tibre pela ponte Umberto I, em direção ao Pallazo dei Tribunali. Almoçámos daquele lado, num restaurante que servia umas massas deliciosas (ou não estivéssemos em Itália!).

A tarde foi passada no Vaticano, particularmente nos Museus, que são simplesmente enormes. Tínhamos comprado os bilhetes skip the line e, mesmo com o tempo incerto como estava, concluímos que valeu mesmo a pena a diferença de 3€ para evitar as horas de fila.

Seria impossível falar sequer dum terço do que se vê aqui. Nem dois dias inteiros são suficientes para absorver tanta informação, tanta história. A quantidade de artefactos históricos, esculturas, pinturas, lápides, joias, expostos em salas que, por si só são outra obra de arte. É simplesmente soberbo.

Pessoalmente, tenho um fraquinho pela Galeria dos Mapas, um corredor com 120 m de comprimento, onde se encontram as cartografias dos territórios italianos no século XVI expostos de ambos os lados, com um teto iluminado indiscritível.

A Capela Sistina, de tão atoalhada de gente, acaba por perder muito o seu fascínio, pois no meio do barulho e dos guardas a pedir silêncio, não a aproveitamos como bem merecia.

Acabámos a tarde na Praça de São Pedro, sem tempo (ou forças) para conseguir entrar na Basílica. Limitámo-nos a absorver a grandiosidade e magia daquela praça, com todo o seu simbolismo e importância para a religião Católica.

A passar novamente o Tibre, encontrámos esta modelo para tirar uma foto, com o Castel Sant’Angelo como pano de fundo.

E por hoje fica aqui um cheirinho do nosso fim de semana Romano. Podem esperar mais em breve.

Bom resto de semana (já está quase a chegar ao fim!)

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