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7 factos sobre o Halloween

Como já sabem, eu sou fã do Halloween desde miúda. Quando fui, no 5º ano, estudar para um colégio inglês e passei a celebrar este dia, achei estranho mas, na altura, adorei a ideia de me mascarar 2x ao ano!

Obviamente que, estando há 5 anos em Inglaterra, fui entendendo melhor a tradição por detrás deste festejo, e cada vez mais acho que é um dia muito místico e bastante interessante.

Ora aqui ficam alguns factos engraçados sobre a noite mais assustadora do ano :

1. O nome tem origem na expressão em inglês “All Hallow’s Eve” (Véspera de Todos os Santos); embora de origem pagã, o Halloween recebeu este nome após ser “absorvido” pela Igreja Católica, que passou a defini-lo como véspera do Dia de Todos os Santos.

Acredita-se que a maioria das tradições de Halloween tenham origem nos antigos festivais celtas chamados Samhaim, que marcavam a passagem de ano e a chegada do inverno. Para os celtas, o início do inverno representava a aproximação entre o mundo e o “Outro Mundo”, onde vivem os mortos.

2. Os celtas acreditavam que, no início do inverno, os mortos regressavam para visitar suas casas e as assombrações surgiam para amaldiçoar os animais e as colheitas. Todos os símbolos que hoje são característicos do Halloween (espantalhos, abóboras assustadoras) eram formas utilizadas pelos celtas com objetivo de afastar os maus espíritos.

Samhaim - Halloween
Representação visual do festival de colheita celta Samhaim. A cerimônia marcava o fim do verão e início dos dias escuros do inverno. Os celtas acreditavam que nessa época os espíritos visitavam este mundo e, para afastá-los, acendiam fogueiras, lanternas e tochas.

3. A tradição do Halloween foi levada pelos imigrantes irlandeses para os Estados Unidos, onde se tornou mais popular e comercial.

4. As cores laranja e preto: O Halloween é associado com as cores laranja e preto pois o festival do Samhaim era comemorado no início do outono, quando as folhas se tornam laranjas e os dias são mais escuros.

A cultura de celebração do Halloween é muito forte nos países de língua anglo-saxônica, sobretudo nos Estados Unidos. Com o tempo, o feriado ganhou popularidade e hoje é comemorado, ainda que em menor escala, em grande parte do mundo.

5. A Lanterna de abóbora (do inglês Jack o’lantern) tem origem em um conto celta sobre um rapaz que foi proibido de entrar no céu e no inferno e vagueiam eternamente com sua lanterna em busca de descanso.

A tradição de entalhar abóboras teve início nos Estados Unidos. Antes, os países de origem celta entalhavam nabos e inseriam velas no interior com o objetivo de afastar espíritos.

jack-o-lantern.jpg
Exemplos de lanternas de abóbora (Jack o’lantern).

6. Máscaras e fantasias: os celtas acreditavam que no dia do Samhaim, as máscaras e fantasias ajudavam a enganar os espíritos, que não reconheciam os humanos e continuavam pelo mundo sem incomodar os.

Atualmente, o Halloween é fortemente marcado por festas de máscaras que, por norma, seguem, a temática sombria de bruxas, zumbis, esqueletos, etc.

7. Gostosuras e travessuras: tradução do inglês trick or treat, teve origem na Grã-Bretanha mas, novamente, foi mais popularizado nos Estados Unidos nos anos 50.

A atividade é voltada essencialmente para as crianças que, mascaradas, batem de porta em porta a pedir “gostosuras ou travessuras?”. Caso a pessoa não dê nenhum brinde, como doces, as crianças “podem” fazer alguma travessura na sua casa.

Por aqui, a norma é as crianças baterem à porta das casas decoradas, nem que seja apenas com uma abóbora à porta, sendo esse o “sinal” de que participa na brincadeira.

Este ano, infelizmente, devido à situação atual, não vejo as casas com as decorações habituais. Obviamente não vai haver festas nem crianças pelas ruas. E eu, este ano, nem máscaras nem abóbora !

Esperamos que, para o ano, voltemos a celebrar isto como deve de ser!!

Para já, ficam as fotos dos meus últimos 4 disfarces! Qual o favorito?!

 

Por aí, há celebrações deste dia?

 

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A autora - Margarida

Portuguesa em Doncaster.

Médica Dentista de Dia || Blogger, viajante e entusiasta da cozinha nos tempos livres

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